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AO VIVO

“Frenéticos, alucinantes, perturbadores, insanos, libertadores, psicadélicos; não existem adjectivos suficientes, tanto quantitativa, como qualitativamente, para descrever Kafka. Os Kafka levam-nos numa viagem ao inebriante mundo da loucura e entregam-nos de volta à nossa realidade (será?) com um sentimento de rejuvenescimento. A provarem, mais uma vez, que nem sempre uma grande projecção é sinónimo de qualidade, difícil é seleccionar faixas entre tanta coisa de altíssimo nível.” – Raio X

“A noite começou um pouco mais cedo com os praticamente desconhecidos mas muito promissores Kafka. São urbanos, são depressivos, são melancólicos e são também muito apocalípticos; o vocalista descende do estilo perfomativo de Adolfo Luxúria Canibal e nas suas composições sonoras há espaço para tudo quanto sejam elementos passíveis de criar perturbação e caos. Foram uma das melhores surpresas que me foi dado ouvir nos últimos tempos, e parece-me que há aqui uma grande revelação em potência que convém não deixar escapar.” – Blitz

“Assumem uma postura de abstracção e de activismo propagandístico,  pelo que os seus espectáculos revelam-se quase sempre experiências, no mínimo bizarras (…) Os seus espectáculos têm habitualmente tanto de abstracção quanto de propaganda e essa aparente contradição é uma das suas características mais fascinantes” – Festival Sudoeste

“Perante um público, maioritariamente jovem, os Kafka ofereceram um espectáculo digno de um grande grupo revelação, onde uma ligeira arte interpretativa se mistura, numa sintonia perfeita, com um som diferente  e arrepiante, que capta a atenção do público mais resistente numa espécie de hipnose, só descritível através da própria audição.” – Jornal Cardeal Saraiva

“Os Kafka souberam prender algumas das centenas de pessoas ao local com uma misteriosa e poderosa actuação, como aliás já é hábito nas performances desta banda barcelense.” – Barcelos Popular

“Um colectivo que ameaça transformar-se num caso sério no panorama nacional musical… Imaginem a inquietação e a ansiedade dos escritores do mal – Kafka ou Dostoievsky – as suas linhas em que se retrata o isolamento e a angústia do Homem, em que se exprime a desobediência e a rebeldia e poderão escutar/alcançar a música desta formação.” – Blitz

“O Estúdio Multimédia da Rádio Universitária do Minho (RUM) fez-se pequeno para receber a actuação da banda de Barcelos que, uma vez mais, arrebatou a audiência. Quem tem vindo a seguir a carreira dos Kafka ao longo dos últimos seis anos deve, por certo, olhar para a banda barcelense como uma espécie de embrulho gigante, com muitas caixinhas surpresa, que quanto mais se abre mais surpreendido se fica. Falamos metaforicamente é certo, mas a verdade é que os Kafka melhoram a cada ano que passa acumulando créditos e, de certa forma, argumentos para o epíteto de umas das melhores bandas de rock alternativo portuguesas no activo. A actuação dos Kafka na RUM, no passado dia 17 à noite, foi o arranque para uma série de 13 concertos de promoção ao seu primeiro álbum de originais, “Fantôme – intro das waltz”, um disco que prima pela sua vertente estética e conceptual. Resumindo, e podemos dizer que se trata de um dos grandes álbuns de 2003. Expele aquilo que de mais puro e profundo caracteriza a música – sensações. E neste aspecto são exímios, não por o procurarem deliberadamente mas instintivamente. Ou seja, está-lhes no sangue a arte, a diferença e a entrega de corpo e alma aos sons que, em conciliação com o design, a literatura, a pintura e a cinematografia, fazem da sua música algo que vagueia por uma linha ténue suspensa pela excentricidade e a sensatez. Falamos de canções que vivem de reflexões ideológicas, filosóficas, históricas, sociais e sentimentais, do papel do homem enquanto ser que ama e desespera perante emoções tão desconcertantes quando o vazio de uma mansão de quartos desertos, uma creche de homens infantilizados que se fazem multidão carente e necessitada de atenção, ou uma paixão platónica. Eles são assim, uma espécie de balança emocional que se equilibra conjugando ruídos e compondo canções. “Legacy”, “Daiz of morning shade”, o fabuloso “Soul Cage ou o escândalo da fome” e o inesperado “Moonjune” – com direito a um trompete que irrompia tímido e desajeitado mas cheio de charme – foram apenas alguns dos nove temas com que os Kafka brindaram as cerca de 50 pessoas que lotavam por completo o Estúdio Multimédia da RUM e aqueles que, em casa, ouviam o concerto com transmissão em directo. Um espectáculo digno de registo e a ser presenciado, futuramente, por todos os que anseiam actuações intensas e cheias de carisma e atitude.” – Divergências


AB! SURDO

“O projecto de Barcelos apresenta em “Ab! Surdo” uma constante atmosfera febril e perturbante, triste como um pântano e a disparar flechas direitinhas à alma do atento ouvinte.” – Jornal de Notícias

“Originários de Barcelos e inspirados pelo universo kafkiano, onde o absurdo se eleva e transforma as suas composições musicais em algo invulgarmente atraente e cativante, os Kafka são um caso à parte que suscita bastante interesse (…) A irreverência que se passeia pela sua música é deliciosa e leva-nos a acreditar que podem vir a ser o novo fenómeno alternativo em Portugal. (…) Os Kafka são constituídos por personagens muito interessantes, identificáveis com as suas composições – carregadas de uma simplicidade invulgar feita a partir de momentos raros de inspiração.” – 123Som

“Com uma sonoridade pouco dada a catalogações rígidas, que vai de ritmos não muito estranhos a um Kurt Weill (…) guitarras a lembrarem o melhor rock progressivo (…) até experimentações que não lhes ficam nada mal.” – A Cabra


HER ONLY NIGHTGOWN

“Os temas que vagueiam por ‘Her Only Nightgown’ são excelentes e bem conseguidos. Os ambientes são frios, negros, povoados por fantasmas (…) ‘Gandhi’s Dream of Chocolate’ abre o EP e é um dos temas mais bem conseguidos do registo. Mas é no tema que dá nome ao EP, ‘Her Only Nightgown’, que a excelência atinge o seu máximo. Um brilhante tema acústico onde as vocalizações de Filipe Miranda choram a morte de um ‘homem só’. Na sua voz está parte da diferença que marca os Kafka. As guitarras estão pintadas a tons de cinzento dos anos 80. Os teclados parecem saídos das paisagens geladas da Islândia. As letras são escritas em português, inglês, francês alemão e mais o que puder aparecer. A voz de Lisete Santos dá ainda um toque de sedução à música dos Kafka e afugenta os fantasmas que correm na alma de Filipe Miranda.” – Divergências

“Cinco, apenas cinco peças compõem esta maravilha cinzenta de apenas 20 minutos. 20 minutos repetidos, repetidos, repetidos…não é exaustão é apenas prazer. Negra, escura como a noite mas brilhante como o sol, tal é a intensidade que irradia, tal a forma como nos envolve e absorve nos cenários sombrios que vai criando. Totalmente. Na confluência de sons britânicos mais alternativos (de outros tempos) com o risco assumido de um certo experimentalismo, os Kafka queriam-nos dizer já em 2000, porque são uma das bandas mais estimulantes do panorama musical luso. Porque são incontornáveis. Por tudo. Tudo… O tudo da música, do sentimento, da guitarra derretida, do ambiente criado pelo teclado, da profundidade da voz única e do dueto escondido com Lisete Santos, dos fantasmas, da noite, do lúgubre dos dias, dos sons da vida, sempre lá atrás. Dos salpicos. Sinta-se o brilho de “Gandhi’s Dream of Chocolate” e “Mujiks: mama dome!” e…deixemo-nos ir…por aí… – A Trompa

“Edição de autor para apresentar cinco dos seus temas, já há algum tempo tocados nos seus concertos ao vivo, com eficácia e beleza cinzenta. Este trabalho é marcado essencialmente por ambientes nocturnos e soturnos, trazendo até nós importantes referências musicais dos anos oitenta, sendo notórias as influências de bandas como Young Gods, Bauhaus ou, mais remotamente, Joy Division, sobretudo no que concerne à competente linha de guitarras e à interpretação atormentada de Filipe Miranda, que se confirma como uma das grandes esperanças da música moderna portuguesa, contrastando com os tons de esperança que a voz de Lisete Santos – segunda vocalista – nos transmite, nas suas quentes e ajustadas aparições ao longo do disco. Her Only Nightgown sabe a pouco? Sabe, porque são demasiado curtos os vinte minutos de duração do disco. Abrem-nos o apetite para mais. Existe, como é óbvio, a possibilidade de colocar o álbum na opção de repetição e ouvi-lo novamente. E novamente. De encontro aos fantasmas, ao medo, a uma escuridão profunda que nos gela, transmitida também pelo som fechado do teclado de João Dias. Destaco a bela marcha fúnebre de “Mujiks: Mamadome!”, acompanhada pela desconcertante harmónica de Filipe Miranda, o arrepiante “Gandhi’s Dream of Chocolate”, canção penta-lingue com a qual abrem o EP e o soberbo “Her Only Nightgown”, o melhor tema deste trabalho, com suporte acústico e onde as vozes de Filipe e Lisete Santos atingem o seu expoente máximo. Resta-nos esperar pelos próximos capítulos, na certeza que temos fome de mais. ” – A Puta da Subjectividade


FANTÔME – INTRO DAS WALTZ

“Revivem a tensão dos Bauhaus em corpo glam de Bowie. Felizmente, não se ficam por aí e deixam que, no negrume existencialista da sua música, penetrem devaneios sónicos de outras paragens e fantasmas de valsas convertidas a mistérios do Oriente.” – Diário de Notícias

“Bizarro e catártico, este disco dos Kafka transporta o ouvinte para um universo sonoro entre o psicadelismo rock e o conceptualismo.” – Comércio do Porto

“Os Kafka apresentam um trabalho consistente, enigmático, com uma coesão sonora arrepiante e, principalmente, um apurado bom gosto, não só em termos musicais como conceptuais e estéticos. Não é todos os dias que temos o prazer de ouvir um disco assim, tão quase perfeito.” – 123som

“Por que raio tudo o que é produto português a soar a anos 80 tem de ser condenado a cópia de algo feito e não pode ser considerado revivalismo? Que diferencia os Interpol ou os Black Rebel Motorcycle Club dos Kafka? Os primeiros soam a Joy Division, os segundos são clones dos Jesus & Mary Chain. A formação de Barcelos reporta, entre outros, à sonoridade dark folk dos Death In June e a projectos surgidos a partir da banda de Douglas Pearce. Mas todos se inspiram no cinzentismo da new wave. A diferença – descomunal abismo – parece ser a nacionalidade. “O que é nacional é bom” continua a aplicar-se só às massas. Acabe-se com a ideia pré-estabelecida que certa carneirada adoptou, defendendo que o que vem de fora é sempre melhor. Dêem oportunidade a “Fantôme Intro das Waltz”. Sem processos ou metamorfoses absurdas.” – Rock Sound

“(…) Este “Fantôme – intro das waltz” é, autenticamente, uma bofetada de luva branca, a todos aqueles que preconizam a ideia de estupidificação em torno da música que é preconizada em Portugal, independentemente da língua em que é cantada. O Kafka presenteiam-nos com um disco magnificamente produzido, embebido em conceitos puramente artísticos, diria mesmo, (quase) sem paralelos na música portuguesa. Dois movimentos, o “Pantone 486″ e o “Fantôme”, respectivamente o vermelho ( resulta em combinações cénico-teatrais em palco; formato mais eléctrico) e o preto (vertente mais acústica e mais intimista; actuação conjugada com imagens projectadas) dão o mote para uma jornada fantástica. Este disco é uma viagem perturbadora, inquietante, que alterna o ambiente claustrofóbico com uma penitência intimista que, a espaços, chega mesmo a invadir o nosso mais profundo eu. Passadeira vermelha para as faixas “Asylum Song” , “Daiz of Morning Shades”, “Are you Listening?” (ao melhor estilo de Craig Armstrong ou Sylvain Chaveau) “Moonjune” (a lembrar melodias de Sigur Rós), “Pictures of Klein” (no último terço da faixa destaque para o devaneio psicadélico ao mais alto nível), e aquela que será o “ex-libris” deste – grandioso – álbum, a música número sete, com o nome “Soul Cage”. Esta faixa é um prodígio. Esta faixa é um portento. Esta faixa é a sublimação requintada dentro da arte de fazer música. Uma nota: ao vivo (na vertente eléctrica) os Kafka provocam sensações ímpares, dignas de um devaneio psicadélico; metaforicamente, assistir a um concerto dos Kafka terá paralelos com “Mulholand Drive” de David Lynch, ou mesmo “Lost Highway” do mesmo realizador. No meio disto tudo, os Kafka ainda tiveram tempo de elaborar um CD que, em termos de design, é um exemplo de como o minimalismo pode resultar num trabalho belíssimo e de grande noção de estética; isto é: sem os habituais atentados ao bom gosto e à vista; coisa que, infelizmente, muitas vezes encontra lugar nas prateleiras das “nossas” lojas. Em jeito de remate, este registo sonoro dos Kafka, foi, efectivamente, um tiro ao ângulo superior da baliza no que concerne ao mercado/panorama musical nacional. Um rude golpe para aqueles que pretendiam a amofinação das estruturas intelecto-musicais deste país. Pura arte.” – Raio X

(..) “Intro das Waltz” leva-nos, em saltos espácio-temporais, até Nico, Sakamoto/Sylvian, Piano Magic ou This Mortal Coil. Tons de negro, preocupações da alma e do planeta, num punhado de (não) canções claramente com um olho nos estados de mente alterados e outro na invenção sónica – o que é bom.(…) Partes de “Moonjune” e Soul Cage” não destoariam numa colectânea da Play It Again Sam. Mas também estão bem aconchegados na Bor Land, editora que acredita que não é quem mais grita que mais (se) afirma.” – Público / suplemento Y

“A música lusa, máis alá do folk, gaña eco lonxe das súas fronteiras. hoxe non é tan raro ver grupos do país veciño por galicia pero aínda quedan medos que romper” – Portugal menos mal…
Portugal ten nove millóns de habitantes e unha inquietude musical que nos últimos anos salta a fronteira física e mental que nos separa deles para dar a coñecer grupos e festivais. Proba dese crecente achegamento é o feito de que a empresa de cervexa Superbock, patrocinadora de moitos eventos musicais no seu país, sexa o principal patrocinador do vindeiro Santirock no que un bota de menos máis grupos galegos e tamén algún grupo luso. Hoxe reivindicacion dos sons da terra veciña.-Kafka, de Barcelos. Banda natural de Barcelos que por medio do selo Bord Land edita o notable ‘Fantome intro das waltz’. Esta a súa terceira gravacion logo de debutar en 1997 e sen saber por ónde ían os discos previos, alucinou coa a emoción que destilan os 52 minutos deste álbum. O currículo explica algunhas cousas. Os Kafka teñen tal colección de premios e galardóns no seu país que a calidade deste CD de rock sombrizo é simple consecuencia da súa traxectoria. Temas longos que ás veces tocan terra de postrock (Soul Cage ou o escandalo da fame), sombras dunha proposta que o mesmo brilla en temas longos como Navished Art cun vocalista xogando a ser Brian Ferry que en cortes máis lixeiros como Legacy. Fan un soberbio uso do piano como alimento de dramatismo, de emocións. E salpican os temas con pasaxes dun minutiño que parecen música incidental.” – Santiago Galicia Hoxe

“Kafka. Fantôme. A escuridão da noite absorve um ser reprimido, aconchegando-o no seu leito de sofrimento e transportando-o para um universo paralelo recheado de beleza e perfeição. Kafka sempre foi um nome do qual se esperava o melhor e isso sempre foi adiado. Até um dia…os fantasmas foram soltos da sua jaula de solidão para amaldiçoarem os mais afoitos. Foi redesenhado um novo conceito de beleza sónica tendo por base conceitos que, tal como os fantasmas, estavam apenas à espera de serem evocados. “Fantôme” é um álbum como não se ouvia à muito tempo, cheio de ambiências diferentes que nos fazem percorrer as diversas divisões de uma mansão abandonada onde repousam almas antigas agora despertas. Cada canção é um despertar de emoções ora controladas, ora expostas ao mundo num cruel grito de dor. É difícil eleger um tema como aquele que melhor retrata o trabalho pois, cada um tem, à sua maneira, uma identidade muito própria. É o primeiro trabalho desta banda de Barcelos mas não se denota imaturidade em toda a concepção dos temas. Talvez fruto da longa existência da banda e das mais variadas formas de expressão musical por que optaram antes de chegarem a “Fantôme”. Para aqueles que esperam um disco cheio de devaneios, os quais a banda nos habituou, vai ficar um pouco desiludido tal é a coerência demonstrada. A linha inicial mantêm-se ao longo de todo o registo numa toada psicótica e perturbadora mas ao mesmo tempo calma e serena. A produção esteve a cargo de Paulo Miranda e, mais uma vez, este produtor assume-se como um dos melhores em Portugal. Embora pouco perceptível numa primeira e descuidada audição, este registo tem um trabalho de produção bastante assinalável conferindo-lhe ainda mais a ambiência fantasmagórica. Ao todo são treze temas envoltos num bonito digipack, com um design que deixa transparecer tudo aquilo que vamos encontrar no seu interior. (…) No final só uma questão, será que as editoras nacionais estão realmente atentas ao que se passa no panorama musical, ou só estão atentas à Operação Triunfo?” – Divergências

“Algumas bandas procuram no tempo um aliado, uma ajuda num processo de maturidade, definição de uma sonoridade e um rumo para a sua inspiração e dotes musicais. Os Kafka são um desses casos. Souberam esperar pela altura certa e o resultado é um disco carregado de talento.
Para aqueles que acompanham a carreira da banda de Barcelos há já alguns anos, tornava-se incompreensível (até certo ponto) a não edição de um disco. Demorou, mas podemos concluir que valeu a pena. Do primeiro ao último tema, “Fantôme intro das waltz” prima por uma solidez sonora que vem sendo rara, envolvendo-nos numa atmosfera feita de estilhaços de solidão à mistura com momentos de verdadeira introspecção intelectual. Falamos de pensamentos, de um abrir das várias portas da alma e o entrar em quartos que albergam segredos, mistérios e enigmas que nos acompanham ao longo do tempo. Uma ideia bem presente em “Daiz of Morning Shades”, onde se canta “give your soul a chance to come out every day”. Resumindo, uma viagem interior onde se pretende que a intuição ultrapasse os limites da realidade (ou ilusão?), concebendo liberdade ao que de mais precioso os homens têm, a alma.
Talvez por isso, e depois de algumas audições, canções como “Soul Cage ou o escândalo da fome”, “Legacy” ou “Ballerina”, nos toquem bem lá no fundo e nos marquem com sons e palavras poéticas. Sim, porque é disso mesmo que se trata, de poesia, ritmos e ruídos que, e em plena sintonia, acabam por conferir uma musicalidade pura, intensa e viciante às composições dos Kafka.
“Fantôme intro das waltz” é um disco conceptual, que prima por uma beleza estética assinalável e, em particular, feito de grandes canções e longe da ligeireza a que muitas bandas se vêem entregando, num facilitismo criativo que em nada beneficia a música. Por isso mesmo nos arriscamos a afirmar que este será um dos grandes discos nacionais de 2003.” – Bodyspace

“O disco não é novo, a prosa não é nova mas as emoções, essas, renovam-se a cada audição. Não tinha ainda tido a oportunidade de aqui, dizer algo sobre “Fantôme”. Esse disco de Kafka. Um dos mais brilhantes discos criados em Portugal em 2003. E pessoalmente, um dos mais deslumbrantes dos últimos anos.
O disco vive de um ambiência que se devora, negra, do princípio ao fim, da primeira à ultima canção. “Fantôme” é um disco para mergulhar, devorar, da primeira à última palavra, do primeiro ao último som… O cuidado, o arrojo, a sobriedade, o risco, a emoção, “Fantôme” devora-se, ouve-se, sente-se, fura pelo peito a dentro, aperta a garganta, sobe ao cérebro e arrepia. Muito. “Fantôme” é uma experiência, bela, profunda, assustadora, qual fantasma pairando no universo sonoro lusitano. Nada mais tenho a dizer. Ouçam, por favor.” – A Trompa

“Os Kafka são, sem margem para dúvida, uma das melhores bandas portuguesas da actualidade. ‘Fantôme’ (Intro das Waltz) é, para já, o melhor disco português de 2003. Merece ser ouvido com atenção.” – Sons do Quarto

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