1997: ab! surdo

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AB! SURDO / Autor  /  MC / 1997

01. A Estranheza Da Alma
02. As Minhas Mãos / Jack
03. Fürchte Dich Nicht (Manifesto Anti-Nazi)
04. Christo
05. Je Suis Un Serf

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MÚSICOS / MUSICIANS
Filipe Miranda | Tiago Esteves | José Moutinho | Ricardo Falcão | Lisete Santos

MUSIK : KAFKA
LETRAS / LYRICS : Filipe Miranda
STUDIO : AMP – Viana do Castelo, Portugal
PRODUÇÃO / PRODUCTION : Paulo Miranda + KAFKA
PHOTO : Edistudio
ARTWORK : KAFKA

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HISTÓRIA / HISTORY

O álbum ‘Ab! Surdo’ foi todo gravado e misturado em apenas seis horas, tudo no mesmo dia – 12/12/1997 ;
Originalmente editado em cassete. Este formato tinha uma capa em papel de alumínio e as cassetes eram também elas prateadas. Tinham um ‘K’ colado no exterior (na caixa de plástico) e eram envolvidas por um pequeno livro com os textos das músicas;
Com este trabalho, a banda ganhou um prémio nacional, atribuído pelo Jornal de Notícias em 1998, no âmbito da iniciativa promovida pela ‘Deixe de Ser Durode Ouvido 97′; O tema ‘fürchte dich nicht (manifesto anti-nazi)’ foi editado em duas compilações: ‘Santos da Casa’ ( CBEv, 1998.) e ‘Promusica’ (Promusica, 2000.).

The album ‘Ab! Surdo’ was recorded and mixed using only six hours in studio, all in the same day – 12/12/1997 ;
Originally released on cassette. This format had a silver paper cover and all tapes were silver painted; they had a black ‘K’ glued on the plastic box and the package was wrapped in a booklet containing all the lyrics;
With this album, the band won a national award, given by Jornal de Notícias, the first  ‘Deixe de Ser Duro de Ouvido’ music awards; The song ‘fürchte dich nicht (manifesto anti-nazi)’ was released in two compilations: ‘Santos da Casa’ (CBev, 1998.) and ‘Promusica’ (Promusica, 2000.).

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LETRAS / LYRICS
copyright : KAFKA / Filipe Miranda

A ESTRANHEZA DA ALMA > a estranheza da alma inserida no caos | faz da introspecção da mente corpórea | o querer do doido que vagueia só | em praças vis repletas de gente | a miséria em si constrói a sua miséria | estamos expressamente proibidos de falar | logo somos bruscamente interrompidos | pelo abrir da porta que se revela inútil | o nosso ódio é condensado e rotulado | em pequenas latas de dor febril | e cada vez mais fábricas
abrem | para projectar e montar o espectáculo | as cortinas de veludo abrem-se de par em par | e eu necessito apenas do meu corpo despido | para representar o mártir atado por cordas | por outros corpos despidos que se arrastam | eles arrastam-se pelo palco em drama | e todos aqueles loucos presentes | no auditório elevam os seus gritos | ao total sacrifício da carne | e culminam num desmaio colectivo | asmático de loucura

AS MINHAS MÃOS / JACK > anel de fogo | traz-me a paz | as minhas mãos | podem senti-la | sr. jardineiro | a árvore falou! | estarei louco ou não?

FURCHTE DICH NICHT > fürchte dich nicht | o corpo de hitler | rasgado nas ruas de israel
Este tema, ao vivo, tinha um poema bastante extenso, apenas disponível nas antigas gravações de concertos. ||| This is just a fraction of the original poem. This song had a more extended version in concert, one can only hear on some of the old live recordings.

CHRISTO > dá-me o teu corpo | mesmo em sangue, quase morto | para a minha fuga | deste asilo de loucos | dá-me a tua sede | para eu sentir na pele | o fogo do inferno | a nossa viagem segue | dá-me o teu silêncio | que arde do puro incenso | dá-me a tua alma | perdi a minha, faz-me falta | quero é sentir | o que é ser algo de inteiro | vibrar de doer | eu quero arder em silêncio | christo / daímon | silêncio

JE SUIS UN SERF > je vous dis que vous pense | que je suis un serf | la force est dans le coeur du serf | je crois dans les personnes du monde | et dans le plein mer | j’entend ton coeur | mais personne m’entend | les eaux turbulant me ont dis | “tu n’est pas impartial, | tu est la voix du monde!” | dans le commence le verb | a la mer crier: | je suis un serf!

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